quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Equipe do IEF promove atividade educativa em assentamento rural no município de Uberlândia

Biólogo da equipe da gestão de fauna profere
palestra para os assentados.
No dia 18 de outubro as equipes do Parque Estadual do Pau Furado e da Gestão de Fauna do Instituto Estadual de Florestas do Escritório Regional Triângulo promoveram uma ação educativa no assentamento Terra Firme, no município de Uberlândia, com a finalidade de levar informações sobre a fauna silvestre e seus serviços ecológicos, além de demonstrar a importância da vegetação nativa para esse processo, promovendo assim a consciência ambiental dos produtores.

A região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba é, reconhecidamente, uma das maiores concentrações de assentamentos de reforma agrária do Estado de Minas Gerais. Uma característica muito comum destes assentamentos é a presença de um considerável contingente de pessoas em áreas, anteriormente, consideradas improdutivas. A ausência dos processos de produção da agropecuária, em alguns casos, coincide com a presença de remanescentes de vegetação nativa. Isto ocorre no pré-assentamento Terra Firme, sob a coordenação do Movimento Popular de Reforma Agrária (MPRA). A fazenda está localizada na BR 497 km 32 e ocupa uma área aproximada de 687,28 hectares, com 30% de vegetação nativa do cerrado. Cerca de 30 famílias residem neste local.

A iniciativa para realização dessa atividade se deu a partir da solicitação dos próprios membros do MPRA e do GUARAS (Grupo Universitário de Agricultura com Responsabilidade Social e Ambiental), um grupo formado por pesquisadores e estudantes da Universidade Federal de Uberlândia que atua há cerca de quatro anos no desenvolvimento da agricultura sustentável, utilizando conceitos de agroecologia e agroflorestas.

Na oportunidade, foram abordados temas como a biodiversidade e a importância do Cerrado no contexto nacional, a relevância ecológica da vegetação do Cerrado e os serviços ecológicos realizados pela fauna silvestre na agricultura, como a polinização, o controle de insetos e roedores, dentre outros.

Durante a palestra os assentados tiveram a oportunidade de relatarem suas experiências com a fauna, enriquecendo muito o evento. Mostraram-se surpresos com a riqueza da fauna e sua importância no cotidiano deles.

Para finalizar a atividade, foi realizado um plantio de mudas nativas do cerrado entre os cultivos comercias da área comunitária do assentamento. Com isso, foi abordada a importância da presença de áreas florestais entre os cultivos, no sentido de se obter uma melhor qualidade do solo associado à prevenção dos processos erosivos. Complementando a atividade, foi colocado em questão o potencial de todas essas espécies para a comercialização de mudas nativas, o que pode vir a ser uma atividade econômica do assentamento. Além da questão da produção de mudas, foi destacado também o potencial de algumas espécies florestais plantadas como o murici (Byrsonima crasssiflora), gabiroba (Syagrus oleracea) e açaí (Euterpe oleracea) para alimentação da comunidade.

Confiram as fotos da atividade.











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