segunda-feira, 6 de maio de 2013

Triângulo Mineiro tem índices críticos de cobertura vegetal nativa em alguns municípios.



Fonte: G1
Ambientalistas e órgãos públicos das cidades do Triângulo Mineiro e Centro-Oeste lutam para recuperar a vegetação nativa nos municípios. Em Uberaba, por exemplo, a área verde da cidade fica há menos de dois quilômetros do Centro. É um pedaço de mata cercado por muros e construções que o aposentado Osmar Rodrigues de Faria garantiu que cuidará. “Quando aparece incêndio aqui eu trabalho a noite toda para não deixar entrar na mata”, disse.

Em Divinópolis, no Centro-Oeste do estado, o Parque do Gafanhoto é uma das poucas áreas de mata nativa. São 19 hectares e o caminho para manter o local preservado foi uma parceria entre a Prefeitura e uma universidade. Desde 2003, alunos do curso de Ciências Biológicas desenvolvem pesquisas.

“É uma área de criatório de animais. As crias vêm para cá por conta da proteção. E para quem usa aqui, que use com responsabilidade e respeito ao meio ambiente”, contou o biólogo Márcio Pereira.
A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) tentou trilhar este mesmo caminho para cuidar do Parque Linear Santa Luzia. Ele está no perímetro urbano e é cortado ao meio por uma via pública. De um lado, uma área razoavelmente preservada. Do outro, fortes sinais de degradação onde passa o Rio Santa Luzia.
 
“Os estudos que temos feito em relação aos parques lineares de Uberlândia são disponibilizados para a Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura. É muito bom que os poderes Legislativo e Executivo estejam unidos para recuperar essas áreas, para destinar recursos, e consequentemente para criar condições que esses parques, além de serem preservados sejam efetivamente disponibilizados para a comunidade”, enfatizou o diretor do Instituto de Geografia da UFU, Cláudio de Mauro.
Conforme a legislação, os municípios devem ter índice de vegetação de 20% para não comprometer a estabilidade ambiental. No Triângulo Mineiro, Campo Florido tinha 11,15% entre 2005 e 2007, de acordo com estudo feito pela Universidade Federal de Lavras. Já Uberaba teve 14% e Água Comprida e Delta tinham menos de 2% da vegetação nativa preservada. São as duas cidades mais críticas do Triângulo.
 
Um novo estudo está sendo feito pela Universidade Federal de Lavras, e a promotoria de meio ambiente espera índices ainda mais críticos. “Se continua com a cultura de desmatar para aumentar a área de produção quando nós deveríamos focar na tecnologia e nas políticas públicas para recuperar áreas que já estão degradadas”, explicou o promotor de Meio Ambiente, Carlos Valera.

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