segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Pesquisa de professores da UFU e da UEG é divulgada mundialmente

Kleber Del Claro pesquisou o comportamento dos “pseudoescorpiões”
 (Foto: Marcos Ribeiro)
A pesquisa sobre o comportamento dos pseudoescorpiões do professor do Instituto de Biologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Kleber Del Claro, e do professor do Campus Morrinhos da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Everton Tizo Pedroso, está conhecida mundialmente. Já são nove publicações internacionais sobre a pesquisa. A mais recentemente foi veiculada na “Behavioral Ecology” – considerada uma das mais renomadas revistas de ecologia e comportamento animal do mundo. Além disso, a pesquisa sobre os pseudoescorpiões fará parte da série “Survivors”, da BBC de Londres, com estreia programada para o segundo semestre de 2014.
São duas espécies de pseudoescorpiões estudadas há dez anos por Del Claro e Pedroso. Eles analisaram o comportamento desses animais e descobriram que uma espécie tem vida social estruturada, enquanto a outra é parasita da primeira. Esses animais são da classe dos aracnídeos. Os animais hospedeiros são pouco maiores que os parasitas, segundo os pesquisadores. “Eles se organizam para caçar, conseguem presas de até dez vezes o tamanho deles e levam a comida para a fêmea e os filhotes. Já os hospedeiros se aproveitam desse trabalho. Eles aprendem a imitar o cheiro do hospedeiro, invadem a colônia, colocam os ovos com os da fêmea do hospedeiro e ficam ali comendo a caça do outro”, disse Del Claro.
Segundo Del Claro, os pseudoescorpiões têm de 2 a 3 milímetros de comprimento e vivem em cascas de árvores. “Notamos que eles preferem a sibipiruna. São espécies tipicamente brasileiras. Eles vivem apenas em árvores do Cerrado e da Floresta Amazônica.”
Espécies não são perigosas
Outra observação feita durante a pesquisa é que as colônias sem parasitas se desenvolvem e crescem rápido. Já as com parasitas não conseguem evoluir. “Isso acontece porque quando não tem caça, os parasitas comem os filhotes do hospedeiro, sem que ele perceba. O parasita não vive de forma alguma sem o hospedeiro. Entre os hospedeiros, quando não tem comida a mãe se oferece para saciar a fome dos filhotes”, afirmou Del Claro.
Apesar de se parecerem com escorpiões, essas duas espécies não oferecem perigo algum para os humanos. “Eles fazem bem ao homem, por que eles se alimentam de insetos, como pernilongo, formiga, abelha e também de animais como baratas e aranhas”, disse Del Claro.

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