segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Macacos-prego (Sapajus apella)

Macaco-prego (Cebus apella)
Foto por: Isabelle Damasceno

É preciso conhecer para respeitar.

Conheça um pouco sobre os Macacos-prego (Sapajus apella) que vivem no Parque Estadual do Pau Furado.

O macaco-prego é um primata facilmente reconhecido pelos humanos, mesmo que não saibam corretamente o seu nome.


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O avistamento desta espécie na sede do Parque Estadual do Pau Furado, acontece principalmente na época de maduração das mangas. O pomar na sede do Parque, que existe desde antes da sua criação, conta com algumas espécies frutíferas, como a manga, jabuticaba, caju, banana e etc.

Fotos por: Isabelle Damasceno
As mangueiras atraem dezenas de macacos-prego para o local. Eles buscam o alimento e fazem uma verdadeira chuva de mangas, saboreando os frutos mais maduros e dispensando aqueles mais verdes. O macaco-prego não se alimenta somente de frutos, eles também comem ovos, insetos e pequenos vertebrados. 

Sua inteligência para obter alimentos, usando até algumas ferramentas, como a pedra, e a sua semelhança com os seres humanos causa espanto e/ou admiração. O espanto, em geral, vem quando os macacos mostram seus dentes. Esse gesto geralmente é feito para que ele se imponha às outras espécies, seja para passar com seu bando ou pela disputa pelos frutos das árvores. 

Foto por: Isabelle Damasceno
Não é muito difícil vermos pessoas alimentando animais, como macacos, peixes, passarinhos, quatis dentre outros. Em qualquer ambiente natural, devemos evitar, ao máximo, este tipo de interação. No caso de uma Unidade de Conservação, como é o PEPF, esta prática deve ser completamente abandonada.

É importante que saibamos nos comportar perante um animal silvestre.

A interação com os humanos geralmente causa prejuízos ao animal, e muitas vezes passam a ser um problema para os humanos.

Não precisa fazer uma longa pesquisa na internet para perceber que várias espécies de animais silvestres são alimentados ou buscam o alimento dos humanos (no lixo, no chão, em barracas, etc). Essa prática prejudica a sobrevivência do animal na natureza, pode gerar doenças neles e até problemas de relacionamento com os humanos, gerando assim um desequilíbrio ecossistêmico. 

Alguns dos problemas já constatados são que eles: 

  • ficam dependentes dos alimentos antropogênicos; 
  • deixam de ser dispersores naturais das sementes nativas; 
  • podem chegar a atacar, principalmente crianças, para pegar o alimento, podendo passar doenças como a raiva e herpes; 
  • dentre outros problemas.


NÃO alimentar os animais e armazenar CORRETAMENTE o lixo ajudará na prevenção deste tipo de conflito.

SEJA CONSCIENTE, NÃO ALIMENTE OS ANIMAIS SILVESTRES.

O CONTATO COM A NATUREZA DEVE SER RESPEITOSO E CONSCIENTE.

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